Ser Mulher : um caminho de buscas e conquistas

Falar sobre mulheres, suas buscas, conquistas, autoestima, empoderamento e qualquer outro tema ligado a este público me traz satisfação, dúvidas e questionamentos. Eu enquanto mulher, enquanto psicoterapeuta, enquanto amiga e filha, já tive a oportunidade de observar várias de nós em suas mais diversas facetas, da alegria, da dor, da inveja, do medo, da satisfação, do desespero e da cura.

A mulher é um ser múltiplo, é cultural, é cheia de fibra e cheia de falhas. Conseguimos ter vontade de conquistar o mundo e de voltar para o útero materno, quem nunca? A mulher é plural, na maioria das vezes nunca é reticente, e quando é, quando se cala, quando perde suas pétalas, adoece e somatiza, paga o preço por se diminuir, por se restringir.

Ser mulher na contemporaneidade me traz o símbolo da espada, antes pertencente apenas aos guerreiros, aos escudos dos vikings ou aos arcos e flechas dos nossos índios. A espada da mulher está em suas mãos através de sua caneta, de sua agulha, de seu palco, de sua palavra, de seu computador, de sua panela, de seu estetoscópio, de sua arma de fogo, e de seu coração. A espada da mulher contemporânea se modificou. Suas armas estão também no seu afeto, mas estão em seu exemplo e em sua fala.

Simone de Beauvoir, uma filósofa francesa (entre milhares de papéis que ela assumiu) de muita fibra, tem uma frase que gosto muito e exemplifica muito as mulheres e seu papel e busca na sociedade “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados. Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante o tempo todo.

Eu acredito muito neste caminho, nossos direitos enquanto mulheres ainda estão muito aquém do que gostaríamos e nosso papéis ainda restritos, nossa sensibilidade ainda muito aflorada, nossa vontade de desistir pode existir, mas precisamos aprender a descansar e recomeçar. Entender que nos colocaram numa posição de sexo frágil e que apesar de lutarmos para sair desta condição, também precisamos de abrigo e proteção, somos cuidadoras, mas precisamos ser cuidadas e amparadas.

O que você tem feito hoje para se proporcionar este cuidado e este amparo? O que tem feito por você para cuidar de si mesmas para além do que o outro pode lhe dar? O que tem feito para fortalecer o seu ser-mulher?

Meu convite hoje é para um olhar seu para você mesmo, um olhar de carinho, proteção e amor. Próprios.

Com carinho, Suzane Guedes.

Sobre o autor:

Suzane Guedes é Psicóloga (CES-JF), Especialista em Psicologia e

Desenvolvimento Humano (UFJF) e Arteterapeuta (POMAR).

Colunista no blog O psicólogo Online, no qual escreve sobre Autoestima.

Atua nas cidades do Rio de Janeiro e Três Rios-RJ com atendimento clínico

presencial a crianças, jovens, adultos e idosos; ministra grupos e oficinas

terapêuticas. Também trabalha como orientação psicológica online.

Suzane acredita na psicoterapia e arteterapia como grande ferramenta de

auxílio à transformação e desenvolvimento pessoal e social.

Contatos profissionais: (21) 96985-4954

Email: suguedes@yahoo.com.br

https://www.facebook.com/olharparasi/

Instagram: @olharparasi

Atendimento online: http://www.atendimento.opsicologoonline.com.br/suzane-

guedes

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