Luciana

Meu nome é Luciana, hoje em dia acho meu nome lindo! Quando pequena e adolescente era um poço de complexos. Nasci em Niterói pesando 2,700 kg e 43 cm (minha mãe quem me contou). Como na primeira gravidez de minha mãe,  ela não pode ter parto normal, minha irmã mais velha foi morta numa cesariana desastrada.

Como primeira filha viva, fui criada com expectativas extremas, tinha que ser a melhor, a mais bonita,  inteligente,  simpática, seguir todos modelos de criatura perfeita. Inconscientemente fui uma criança e adolescente o oposto disto tudo.

Tinha um mal humor, uma raiva, um ódio … Imensa de gorda, me sentia horrorosa, não assumia minha negritude esticando os cabelos… Imaginem uma negona enorme de gorda, sofria bulling o tempo todo. Um horror e muito infeliz. Eu lembro de pensar, muito nova: “Quando é que vou ser feliz em minha vida?”
Uma coisa que me lembro muito nesta época e depois fui descobrir o motivo, revolvi fazer o contrário do que sentia.
Mergulhei de cabeça nos livros e resolvi fazer faculdade de psicologia para me entender.
Entrei na Gama Filho com 17 anos, terminei sabendo que dependia somente de mim as mudanças que poderiam acontecer em minha vida.
Meu pai morreu um ano antes do término, eu tinha 21 anos e minha postura ficou mais rígida,  pois me senti na obrigação de dar conta de mãe e irmã,  já que ficamos uns 2 anos sem receber dinheiro algum.
Encasquetei de ser funcionária pública e num momento que fiz mais de 10 concursos, passei em alguns. Os principais foi de professora no Ciep daqui a no Tribunal de Justiça.
Tive, na porrada, que mudar meu jeito de ser.
Percebi que tanta revolta e ódio não adianta em nada.
Achei a felicidade e o amor sabe aonde? Dentro de mim!
Ele que possibilitou eu passar no concurso que queria, ter o amor que queria, a filha maravilhosa que queria, ter o corpo que queria (fiz redução de estômago e ano passado comecei as plásticas e tenho seios e braços lindos), e ter certeza que tudo em minha vida foi ótimo.
Com este TUDO ÓTIMO que falo, reforço uma aura positiva ao meu entorno. Não gosto de reclamar, pois quem o faz CLAMA AO CONTRÁRIO, CLAMA O NEGATIVO, não gosto de me PRÉ OCUPAR,  POIS QUEM SE PRÉ OCUPA SE OCUPA DE ALGUMA COISA ANTES DE ACONTECER.
Até na doença e morte de minha mãe vivi o positivo. Tivemos uma relação muito conturbada e no mês em que fiquei internada com ela na Santa Casa de Juiz de Fora, pudemos ter conversas e nos relacionamos como jamais em 50 anos de nossas vidas e quando ela morreu (minha mãe morreu, não PERDI ela eu acho que quando a gente perde alguma coisa é muito difícil encontrar de novo, então um até breve para minha mãe e todos meus antepassados). As pessoas me perguntavam neste momento como eu estava e sinceramente respondi:”ÓTIMA
Por isso que tenho este bordão :
Quando me perguntam como estou, sempre digo que está tudo ótimo!
No curso que conclui ano passado, de constelação familiar,  Que pude entender e agradecer tudo que aconteceu em minha vida.
Sou grata por minha vida, amo meu trabalho,  amo meus amigos, minha filha e principalmente a mim mesma.
Luciana Vieira

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