Bia

Meu nome é Bia Paz e minha trajetória pessoal é particularmente marcada pela instabilidade e multiplicidade de possibilidades. Ora de um jeito, ora de outro, e em outra hora similar ao primeiro estágio. Gente de Lua, sabe? De humores, mas também de amores! Mas dando continuidade ao meu desenho “eletrocardiográfico”, essa montanha-russa de emoções foi preenchida por ricas, mas também penosas experiências. Ainda na infância respondia a velha e boa pergunta: – O que você vai ser quando crescer? R: Freira, Irmã de caridade, madre superiora. Pelo visto eu e Madonna tínhamos o mesmo sonho. Tempos mais tarde, me apaixonei por uma visão mais capitalista de mundo, fiz a faculdade da moda “Marketing”, com direito a MBA e Pós. Me dediquei, estudei com afinco, mergulhei em empregos seguros e bem remunerados, virei uma máquina de trabalhar. A palavra de ordem era produzir. A excelência em serviços, a qualidade total, o novo paradigma da existência. Incorporei a workawolic, bem sucedida, pensando em números e estratégias, planejamentos e lucro. Relacionamentos? Só com clientes e em caráter profissional. Afinal, o mundo moderno era confortavelmente egoísta e tecnológico, com seus bancos de sêmen e inseminações artificiais. Quem precisava de marido? Marido era assessório e descartável. Mas um belo dia a Mulher-Maravilha calçou os sapatos da Cinderela. Enfim, tanto trabalho, tanta independência e auto-suficiência, culminando em um casamento, dois filhos, muitas fraldas, mamadeiras, inexperiência e perplexidade. Entre uma ninhada e outra, uma simulação de retorno ao mercado de trabalho. E quer saber? Experiência chata! Me senti obsoleta e cansada, indisponível pra tanta megalomania e competitividade. Congratulações aos operadores e gestores. Que disposição e criatividade, essa gente tem! Mas meu foco agora era outro. Troquei “business”por satisfação pessoal e resolvi reescrever toda a estória. Mas antes emburaquei, deprimida, perdida e sem identidade. A sensação de nadar e morrer na praia. Trocar uma carreira promissora por um cotidiano doméstico. A frustração e a incompetência correndo nas veias. O não dar conta e o medo de terceirizar a educação a educação dos filhos. Fui buscar ajuda e conheci um novo e fabuloso universo, na Psicologia. Me apaixonei, me descobri e despi das versões anteriores. Abracei a maternidade com força total e ganhei de volta a cia determinante e paciente do meu amor, do meu parceiro e marido. Hoje, me defino como uma incógnita, sempre em busca de maiores definições, vou estudando, buscando, analisando e interpretando a mim mesma e ao mundo. E fiz desta busca, minha profissão. É nela que me vejo e reconheço, através do outro, vou me identificando e criando empatia. Vou trocando, aprendendo e me montando a cada dia. Um quebra-cabeças sem fim. Sou uma história ainda em rascunho e revisão. Sou humana, sou mulher, sou mãe, sou filha, sou parceira, sou feliz e sou grata!Sou terapeuta e atravesso o universo da Psicologia, da Astrologia, do Tarot, da Mitologia, da fé e da espiritualidade em busca de um mundo mais leve, mais natural, mais equilibrado e porque não, mais feliz! Me realizo escrevendo e compartilhando aprendizados, me conectando com o que o ser humano tem de mais bonito, seus sentimentos, seus afetos, suas emoções. Compartilho de dores e amores, de frustrações e conquistas, de crescimento, de sonhos, de paz e de vida, vida real. Não foi como eu pretendia, mas é sob medida para as minhas necessidades.

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